Vivemos sob uma paz saturada. Não a paz da concórdia, mas a paz da anestesia — um intervalo gerido entre bombardeios. Em Gaza, essa anestesia falha. O mundo, acostumado a camuflar a violência com o véu da linguagem técnica — “operações”, “danos colaterais”, “segurança” — encontra ali o colapso de suas metáforas. Na Faixa, não […]