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Pedagogias De(s)coloniais: saberes e fazeres

A reflexão sobre a pedagogia e a prática pedagógica, juntamente com a criação literária e a teologia,são algumas das principais áreas em que a produção acadêmica latino-americana é conhecida no mundo.

Ironicamente, a originalidade e a efervescência do pensamento pedagógico latino-americano estão de certa forma conectados com a relativa ausência do Estado e suas instituições, incluindo a escola, em grande parte das sociedades e grupos que habitam o território.

Este vazio, que está intimamente vinculado a ideias sobre quais populações são e não são dignas de receber educação, abre um espaço em que educadores empenhados e comprometidos com processos de afirmação da vida humana podem realizar inovações importantes no campo do ensino. Porém, mais do que meramente responder a um vazio, estas pedagogias se firmam nos mesmos processos de afirmação da vida de comunidades, na luta frente à colonialidade do Estado e do conhecimento moderno.

A pedagogia de(s)colonial é um fazer que se coloca dentro e entre os âmbitos do Ser e do conhecer, empoderando sujeitos e comunidades e formando as condições de possibilidades para a criação de um mundo verdadeiramente humano. Isso envolve uma abordagem de questões que desafiem a colonialidade e que exponham seus limites e perversidades. Enquanto o mito da Modernidade/colonialidade encobre e assassina, a pedagogia de(s)colonial ajuda a construir o amor e a raiva necessárias para sejam feitas perguntas desafiantes, para se unir aos outros em tarefa de criar um mundo à altura das relações humanas, onde os genocídios terminem e já não haja espaço para a superioridade e a inferioridade.

Organizado por Inés Mouján (Universidad Nacional de Mar del Plata), Elson Carvalho (UFG) e Dernival Venâncio Ramos Júnior (UFT)

https://www.academia.edu/43913486/Desentocando_uma_pr%C3%A1xis_feminina_de_decoloniza%C3%A7%C3%A3o

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